Exercício IV | Trabalho Prático "Olhar"
A proposta deste trabalho foi desenvolver um conjunto de três imagens capazes de criar a ideia de um “lugar” a partir do mapeamento de espaços em uma escala diferente da habitual. Além disso, o exercício buscava estimular o olhar para descobrir novas possibilidades nos ambientes, explorar elementos como luz, materiais e texturas, experimentar diferentes ângulos e usos de cor (ou preto e branco), e humanizar os espaços sem utilizar a figura humana. Também era necessário registrar todo o processo para posterior publicação no blog.
O processo que utilizei para realizar a atividade foi:
- Pesquisar referências e conceitos relacionados à proposta
- Descobrir e compreender a ideia de perspectiva forçada
- Buscar inspirações em fotógrafos como Michael Kenna (paisagens minimalistas que confundem escala), Edward Weston (formas naturais que parecem paisagens) e Aaron Siskind (texturas que se aproximam da abstração)
- Sair em busca de elementos interessantes no cotidiano, explorando detalhes e novas formas de observar espaços já conhecidos
- Capturar diversas imagens com diferentes enquadramentos
- Selecionar as melhores fotografias
- Editar as imagens, ajustando contraste, luz e composição
- Imagem 1:
Nessa imagem, tentei trabalhar a escala de forma mais evidente: as plantas vistas de perto se transformaram em um ambiente por si só, como se fossem pilares ou estruturas verticais. A forma como estão dispostas cria uma sensação de espaço interno, como se fosse possível entrar ali.
- Imagem 2:
- Imagem 3:
Por fim, a textura do tronco acaba se transformando em algo que lembra uma fachada, de uma casa, um abrigo, ou mesmo uma gruta encontrada no meio de uma trilha. As aberturas no tronco parecem entradas ou cavidades habitáveis, o que traz uma sensação de abrigo ou interior. É interessante como algo completamente natural pode remeter a elementos tão presentes na arquitetura, como cheios e vazios, estrutura e desgaste.
- Considerações finais do trabalho:
Utilizei técnicas como: usar o foco manual, usar muito zoom, testar diferentes posições com a lente da câmera, usar o modo "wide" (0.5) em ângulos muito próximos, cuidar da iluminação, seja usando flash ou com auxílio da lanterna do telefone. Foi um processo que eu gostei muito de fazer. Senti que consegui aprender bastante, principalmente em relação a como observar melhor os espaços e encontrar possibilidades onde, à primeira vista, talvez eu não enxergasse nada de especial. A ideia de trabalhar com escala diferente e explorar detalhes me fez olhar para lugares comuns de uma forma completamente nova.
Não consegui executar exatamente tudo como eu tinha imaginado inicialmente, principalmente porque o dia estava chuvoso e isso limitou um pouco os lugares onde eu poderia ir. Acabei ficando mais próxima de casa do que havia planejado. Mesmo assim, isso acabou sendo interessante, porque me desafiou a explorar ainda mais os espaços que já fazem parte do meu cotidiano.
Comparando com a atividade anterior, sinto que consegui entender melhor o conceito proposto. O exercício de “dar zoom” nas coisas, procurar texturas, enquadramentos e composições diferentes foi muito enriquecedor. No geral, foi uma experiência bastante positiva, que me fez perceber como o olhar pode ser treinado e transformado ao longo do processo.




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