Exercício XXII | Desenho de observação em aula "Garrafa"
O exercício consistia em desenhar uma garrafa de vidro fumê em uma vista de aproximadamente três quartos, focando principalmente nas formas, tanto as estruturais quanto as internas, como reflexos, sombras e elementos do rótulo. A proposta também incentivava o desenho “às cegas”, repetição e reformulação ao longo do processo.
Processo
- Comecei pela estrutura geral da garrafa, fazendo a base, o corpo e gargalo, e depois fui adicionando as formas secundárias, como as curvas internas, o líquido e os elementos do rótulo. Uma das dificuldades desse processo foi fazer a garrafa o mais próximo possível da escala real.
- Durante o processo, segui as dicas dos exercícios anteriores: tentei verbalizar algumas coisas que estava vendo (principalmente as formas internas) e também fiz tentativas mais “às cegas”, olhando mais para o objeto do que para o papel. Além disso, repeti algumas partes do desenho, ajustando linhas e corrigindo proporções sem apagar totalmente, mas reformulando por cima.
- Diferente dos exercícios anteriores, senti mais dificuldade justamente por ser vidro. A transparência trouxe uma complexidade maior, porque não era só desenhar o contorno externo, mas também tudo o que aparece “através” dele. Isso me fez olhar mais atentamente para o objeto e tentar entender o que era forma real e o que era reflexo.
Autocrítica
Acredito que, consegui dividir relativamente bem as formas principais e secundárias, mas senti mais dificuldade nas formas internas, especialmente nos reflexos e no líquido. Algumas dessas áreas ficaram mais simplificadas do que o que eu realmente via.
Em relação às categorias propostas:
- Formas de reflexo: estão presentes, mas ainda pouco exploradas
- Formas de sombra: consegui indicar algumas, principalmente na base e no interior
- Formas de rótulo/letras: incluí partes do rótulo, mas de forma mais interpretativa do que precisa
Tentei desenhar “às cegas” em alguns momentos e também repetir partes do desenho, o que ajudou principalmente na construção do contorno e na tentativa de ajustar proporções.
No geral, acho que o desenho se aproxima do objeto observado, principalmente na silhueta, mas ainda perde precisão nas relações internas e nos detalhes mais sutis do vidro.
Considerações finais
O que mais achei interessante nesse exercício foi perceber como o vidro exige um tipo de olhar diferente. Visualmente, sinto que o desenho funciona melhor na estrutura externa, mas ainda fica mais “duro” nas partes internas, onde poderia ter mais variação de linha e tom para sugerir melhor a transparência.
Também senti que meu desenho ficou um pouco estranho por ter sido feito com linhas muito simples, "cruas", o que eu também não costumo fazer, por que entendi que a proposta era essa, mas ao ver o desenho dos meus colegas, acho que não era bem isso.
Ao mesmo tempo, comparando com exercícios anteriores, sinto que já estou mais confortável em não buscar um resultado “perfeito” e sim em entender o processo. Ainda tenho dificuldade em ficar satisfeita com o resultado final, mas começo a perceber mais claramente onde estão os problemas - o que já é um avanço importante.

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